terça-feira, 30 de junho de 2009

Vigiar e Punir - Micheal Foucault


Este livro influênciou diretamente na minha opinião sobre os métodos punitivos da sociedade, o "dar exemplo" agora me tem outra cara. A prisão, escola, trabalho (principalmente fábricas) também.

Este livro também é famoso no pessoal de direito, mas não sei se todos o lêem até o final.


Apesar de teórico, tem uma leitura agradavél, não tão maçante quanto muitos textos teóricos são. Afnal é Foucault!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mate-me Por Favor


Livro clássico e mais do que batido já, mas foi esssa primeira edição, laranja, que eu tive o primeiro contato ali pelos meus 13 anos. Só vale a pena para quem gosta dos músicos que estão ali. Ou simplesmente de rock'n'roll. Conheci Stooges, Velvet Underground, MC5, Patti Smith, Television, Dictators, Heartbreakers ai. Já conhecia Ramones, Clash e Sex Pistols, mas foi lendo esse livro que curti todos esses nomes acima. São algumas das minha bandas favoritas!




André Procópio.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sonhos de Bunker Hill - John Fante


Este é o único livro de John Fante que eu li, mas ele me bastou para perceber de onde vem todo o estilo de Bukowski. Digamos que Fante seria cristao, enquanto Bukowski é ateu assumido. Livro que Fante escreveu já cegou, mas como? Bem, sua mulher (Joyce) ia tomando nota enquanto o marido ditava.

Livro muito bem escrito mesmo assim, vale a pena conferir, li a versao de bolso, aquelas pequeninhas e baratinhas sabe (obs: nao é o da capa, mas nao encontrei a capa do que eu li)? Ótimas para ler deitado na cama!

Livro de leitura fácil, o autor quase o conduz sozinho, sem falar que ele é excelente para se entender o espírito da época (Zeitgeist).






terça-feira, 26 de maio de 2009

Viciada



Algum tempo atrás eu adorava histórias envolvendo Junkies, ainda gosto delas, mas já não me surtem o mesmo efeito. Essa é uma bem curta que escrevi. Não consigo estender muito minha literatura.




O conto:


Chovia lá fora e estava tão triste. Muito frio também, e o vento parecia cortar o seu corpo, te rasgar, mas era uma sensação ótima. Sensação de solidão.
Marcelo já não dava mais bola a essas alturas da noite. Passava das três da manhã e ele havia secado umas garrafas de vinho com seus amigos na rua. Bebendo igual um idiota. Estava sentado num banco, para descansar. Marcelo gostava de sentar e ficar olhando, adorava olhar pras coisas, era divino para ele.
Olhava uns carros passarem pela rua. Quando do nada apareceu na sua frente uma mulher louca:
- Oi amigo tem uns dois reais pra mim? NÃO É PRA COMPRA PEDRA NÃO, ta moço?
- Desculpa mas já gastei tudo que eu tinha. –respondeu Marcelo.
- Nem se eu fazer um serviço pra ti moço, tu é bonito, baratinho só dez real tu leva tudo por um bom tempo certo?
Marcelo nem respondeu, foi embora em passo acelerado de volta para sua casa.
Abre a porta de seu apartamento que ficava numa viela no centro. Era bem escondido, tão escondido que ele nem pagava aluguel, o dono esquecia que aquele prédio era seu.Trouxa. estava muito frio, e isso era o melhor. Acendeu seu aquecedor elétrico, a sua sala se iluminou com uma luz vermelha. Foi até seu aparelho de som e colocou uma musica que não saia mais de sua cabeça, temptation do new order. Deixou a musica tocar no radio, deitou no sofá perto do aquecedor que irradiava sua luz vermelha. Esperou o efeito do vinho amenizar.
Alguns minutos depois foi até a janela e viu, aquela viciada de antes passando na rua. Andava em ziguezague. Parou quando caiu encima de um monte de lixo e ali adormeceu.
No outro dia quando Marcelo acorda nem lembrava mais da viciada que queria vender seu corpo em troca do ultimo dez da sua vida.
Seus junkie de merda!









E para quem deseja literatura Beat além de Kerouac, procura pelo William Burroughs, é bem diferente seu jeito de escrever.