segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Bandidos - Elmore Leonard

Se não me engano, eu havia ouvido a música “sandina” dos replicantes na rádio, e a música falava sobre sandinistas. Na época minha irmã estava lendo este livro, e me falou dele. O li. E ele falava sobre sandinistas e Nicarágua, coisas das quais eu nunca tinha ouvido falar. O li mais de uma vez.

Certa vez assistia um trailer de um filme de Quentin Tarantino (Jackie Brown) e ele era baseado num livro de Leonard.

O livro trata sobre um bonitão, ex-modelo, que trabalhava com seu tio numa funerária. Numa de suas viagens para buscar um defunto, ele conhece uma freira. E daí se desenrolam coisas que envolvem os contras, sandinistas e até mesmo o IRA.

Lembrei do livro devido as aulas de América II onde discutimos a revolução sandinista. O livro dá um apanhando por cima de algumas coisas que aconteceram no conflito, facilitanto o entendimento de todo o processo que ocorria, o movinto dos contras e o claro apoio estadounidense. Lembrando que o livro foi publicado em 1987.

Apesar de fazerem anos que não o leio, o livro é bem escrito. Leonard parece ser um escritor pouco conhecido, principalmente aqui no Brasil.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury




Esta edição do livro traz um "Apêndice" com alguma coisa escrita pelo autor, o que ajudou muito com que eu fica-se impressionado com a obra. Ray é um autodidata, e meus amigos sabem o quanto gosto deles. E eu sei o quanto gosto desse tipo de ficção científica.

O impressionante do livro é que ele conta sobre um futuro onde se queimam os livros, e fahrenheit 451 é a temperatura em que eles queimam. A obra já traz questões como a imbecilidade (se é que posso falar assim) das pessoas, da civilização. O comodismo das pessoas, entre outras coisas. Uma coisa interessante é que o livro é escrito na década de 1950 se não me falha a memória (comodismo em ir pegar o livro), e já traz questões bem atuais. O fato das pessoas terem mais de uma televisão em casa e participarem dos programas, e isso fazer com que elas fiquem viciadas. O abuso de remédios para enganar o corpo e etc... Só não há livros de auto-ajuda porque o livro trata de queimar livros, então não faria muito sentido.

A parte que mais me chamou a atenção quando li o livro, foi quando o personagem principal lê um trecho qualquer de um livro para a visita. Como é de se imaginar, ler um trecho qualquer de um livro, uma frase dentro de um livro todo, pode não passar praticamente nada da idéia do livro, e assim que ele lê a visita chora e não sabe o porque chora. E fica brava por chorar, por sentir algo. Isso é algo muito intenso e deve ser pensado, nessa busca de felicidade, na fuga das pessoas, de irem por um caminho que as machuca, e ficam se enganando de várias formas, seja comprando algo, fingindo que não pensa, tomando drogas licitas (geralmente) ou lendo livros vazios...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

1984 - George Orwell


Ontem na aula estavámos discutindo o disciplinamento do corpo, e chegou a um momento em que começamos a falar sobre 1984, fahrenheit e admiravél mundo novo (este ultimo não li). E lembramos o quanto o disciplinamento e a bioplítica está bem ilustrada nestes livros, e que se não me engano todos são anteriores a "Vigiar e Punir" do Foucault.

A cena marcante do livro é a teletela berrando para o personagem principal (Wilson Smith?) tocar os pés sem flexionar os joelhos e de pé. Ele é resistente e não queria nada daquilo. Também é interessante a coisa de ser vigiado o tempo todo, que no livro é muito bem exemplificado no que implica, e hoje em dia percebemos cada vez mais cameras nas ruas, e o pior, pessoas pedindo por isso. Pessoas igual ao vizinho do personagem principal (não me recordo no nome, só lembro da Júlia...) ou pior, igual aos filhos daquele vizinho, que entregam o próprio pai.

A hora do ódio eu assisti um tempo atrás quando me deparei com o filme "tropa de elite", lembro que depois no quartel quando fui obrigado a me apresentar, havia um garoto de cabelo raspado e que rosnava de canto "pede pra sair, pede pra sair" quando questionava alguém sobre a vontade de servir, e a resposta era negativa.

Um livro antigo, escrito por um sujeito vagabundo, e antes de um intelectual carimbado e certificado por uma instituição. Já era uma questão que estava no ar, e que depois é organizada e esclarecida por aquele francês que eu gosto tanto.

Lembrar antes de encerrar a importância de se ler um romance com um olhar mais profundo, ir além da histórinha. E lembrar que o que a grande massa lê, não são livros de teoria, mas sim romances.

Por agora é só, há inumeras críticas e leituras sobre este livro, há até um filme, mas não cometa o erro de assistir o filme antes do livro. E para quem já leu, só para recordar um pouco.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Numa Fria - Charles Bukowski


Livro com o qual tive meu primeiro contato com o velho safado. Já havia passado os olhos por cima do livro "Mulheres", e havia gostado da primeira página que eu li.

É um livro de contos, tendo sexo e bebedeiras como tema geral, temas gerais do Charles na verdade. Bukowski é o escritor com a escrita mais "fácil" que eu já li. Há uma fala no livro "Hollywood" onde um sujeito diz que até mesmo uma criança de 8 anos o lê e entende.

O que mais me fascina neste vagabundo é o fato de ser muitas vezes considerado um escritor beat. Para mim ele é o mais maldito de todos, não tinha pinta de bonitão como o Kerouac, nem diplomado pela universidade (caso do Burroughs). Boa parte de sua obra é autobiográfica.

Parada obrigatória para quem por acaso já leu John Fante, e se já leu Buk, prescisa ler Fante!